Manifestação pelas ruas de Franca acaba em baile funk

Grupo saiu da praça Nossa Senhora da Conceição, passou pelo terminal ‘Ayrton Senna’ e caminhou até a Estação

O Dia Nacional de Luta em Franca terminou em baile funk. Foram três protestos que começaram pela manhã e se estenderam até a noite. No primeiro deles, promovido pelo MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) houve bloqueio nos dois sentidos da rodovia Cândido Portinari. O segundo foi realizado por funcionários da CPFL, que aproveitaram o movimento nacional para protestarem por melhores salários. Eles ficaram parados por quatro horas. O terceiro e mais esperado protesto, aconteceu na praça central e foi organizado pelo movimento Vem Pra Rua, que no mês passado reuniu 15 mil pessoas. Desta vez, com pouca adesão e uma série extensa de reivindicações, a marcha perdeu o foco e acabou ao som do funk. (Veja o vídeo)
Na tarde da última quarta-feira, vários panfletos foram distribuídos no Terminal “Ayrton Senna”, convocando a população para o protesto de ontem à tarde, mas o que se viu foi uma praça vazia. Enquanto o horário de início da marcha passava, um grupo cada vez maior de jovens com roupas coloridas, bonés e correntes no pescoço - características do universo funkeiro - foi se aglomerando próximo à concha acústica. Por volta das 18 horas, um carro de som puxou a fila em direção ao terminal de ônibus, completamente interditado por viaturas da Polícia Militar. Alguns representantes do grupo organizador do protesto tentavam entoar palavras de ordem direcionadas principalmente à empresa São José, mas pouco a pouco essas vozes foram sufocadas pelas reivindicações da maioria que pedia paz no funk e liberdade de expressão.
Vários universitários, sindicalistas e membros de associações de classe abandonaram o movimento. Quem resolveu ficar caminhou alguns quilômetros pela rua General Telles, em direção à antiga estação ferroviária. O caminhão de som trocou o disco e, para alegria da galera, transformou a Estação em um grande baile funk. Alguns músicos como Joel da Silva Ferris, 27, aproveitaram a chance para divulgar seu trabalho, anunciando futuros shows na cidade.
Carlos Amorim, 33, integrante do Vem pra Rua e um dos líderes da passeata, disse não lamentar a mudança de foco durante o protesto. “Quando convocamos as pessoas, não tem como saber no que vai dar. Elas vêm com seus próprios ideais. Damos espaço e respeitamos todas as minorias.”(Clique aqui e assista ao vídeo).

Sem funk, rolezinhos da ‘classe média’ mobilizam shoppings pelo Brasil neste fim de semana

Diferentemente da 'zoeira' de jovens da periferia, ativistas convocam eventos como 'protesto'

Um novo tipo de rolezinho põe shopping centers em alerta neste fim de semana. Sem ter funkeiros como organizadores, eventos programados para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte chegam a ter 8.000 confirmados.
Os novos rolezinhos têm em comum o teor de protesto, após shoppings paulistanos restringirem a entrada de jovens no último fim de semana. A motivação é diferente do objetivo dos encontros originais, cujas convocações falavam em “zoar” e “beijar”.
Em São Paulo, o evento que ganhou o maior número de adeptos é o rolezinho do Shopping JK Iguatemi — programado para a tarde deste sábado.
Em duas páginas do Facebook, há ao menos 5.000 pessoas confirmadas. O R7 analisou o perfil de 50 delas: apenas cinco eram funkeiras de carteirinha. A maior parte dos confirmados era universitária ou militante de movimentos sociais.
Autor de uma das convocações, o músico Daltson Takeuti, de 55 anos, diz que nunca participou de eventos do tipo.
— Eu só convidei os meus amigos e muita gente começou a entrar. Aí viralizou, né? Eu não conheço quase ninguém que está lá (com presença confirmada).
Entre os 50 confirmados cujo perfil foi analisado pela reportagem, três eram adeptos dos black blocs. Os mascarados compartilharam a convocação em suas páginas.
Rio e Minas
No Rio, o maior rolezinho foi marcado para domingo no Shopping Leblon. O centro de compras, porém, obteve uma liminar para impedir o evento. Mais de 8 mil pessoas confirmaram presença no encontro, convocado pela página “Porque eu quis”, criada por manifestantes fluminenses após caso de violência policial durante os protestos do ano passado.
Em Belo Horizonte, o rolezinho no Minas Shopping, marcado para este sábado, também não foi convocado por funkeiros, mas por uma ativista.
Diante do fenômeno crescente, a Alshop, associação de lojista, manifestou preocupação na sexta-feira. A entidade afirmou ser favorável ao uso de liminares para barrar os adolescentes. 

MC Marcelly leva funk do 'bigode grosso' a Porto Real, RJ

Cantora sobe ao palco do Celeiro a partir das 23h deste sábado.Grupo Bom D Papo, MC Biel e DJ Batata também sobem ao palco.


A principal atração do Celeiro de Porto Real, RJ, neste sábado (18) ficou famosa com a funk do "bigode grosso". É a cantora MC Marcelly, que promete agitar o público com o hit do momento a partir das 23h. O grupo Bom D Papo, MC Biel e o DJ Batata também sobem ao palco.
Os ingressos antecipados estão sendo vendidos na Overblack, em Resende, e na Karamelo, em Porto Real. O valor dos convites não foi informado. A classificação é 18 anos.
O Celeiro fica na rua Estevam Domingos Pederassi, nº 83, no Centro.

'Nunca tinha dançado', diz atriz que faz sucesso como bailarina de funk

Camila Chiba, que faz uma das dançarinas que acompanham o Palhaço, em 'Amor à vida' , conta que prefere MPB.


Camila Chiba começou "Amor à vida" quietinha, vivendo uma das enfermeiras do hospital San Magno. Mas viu sua personagem, Noriko, mudar radicalmente e ganhar mais destaque depois que Walcyr Carrasco decidiu transformá-la em uma das dançarinas de funk que acompanham Palhaço, MC Carlito Delícia, personagen de Anderson Di Rizzi.
"Japa da Liberdade", como se autodenomina, referindo-se ao bairro de imigrantes japoneses de São Paulo, ela revela: nunca dançou funk até receber o desafio de encarnar sua nova fase na trama. Para mostrar o requebrado que vem exibindo, ela acompanhou MCs em bailes funk (confira cena da atriz).
"Tive muita aula de expressão corporal na faculdade de artes cênicas. Fiz balé, contemporâneo, jazz... Então, tenho uma boa base que me ajudou na hora de me soltar. Também fui a bailes funk aqui no Rio e o MC K9 fez até eu subir no palco uma fez para dançar 'Louquinha'. Dei umas reboladas lá e desci correndo (risos). Me senti um peixe fora d'água. Nunca tive contato com funk, nunca gostei. Sou mais tranquila, gosto de samba, rock, MPB. Estou curtindo fazer a personagem, mas acho que não levo o funk para a vida não", afirma.
Por causa da nova fase de Noriko, Camila também intensificou a malhação. Para não fazer feio ao trocar o uniforme de enfermeira por um figurino mais ousado com shortinhos e roupas coladas, ela passou a ir à academia cinco vezes por semana. Faz spinning, esteira e musculação.
"Antes eu fazia só pilates, mas quis algo que desse uma definição mais rápida nesse momento. É engraçado como rola um estranhamento quando as pessoas me reconhecem na rua. Falam: 'Mas você é tão pequena! Na TV parece um mulherão, com pernão'", conta a atriz, que não tem namorado: "Sou solteira. Já estou há um bom tempo assim e estou superbem."
Esta é a segunda novela de Camila, que estreou na TV em "Morde & Assopra" e concilia a carreira de atriz com o trabalho como "stage manager" de musicais como "Cats" e "Priscilla, rainha do deserto" - gerente de palco que faz ponte entre a equipe estrangeira que vem ao país para monitorar a montagem e a produção dos espetáculos e mantém o rigor de qualidade exigido por eles para que as versões não fujam do original.
"'Amor à vida' foi um verdadeiro presente do Walcyr, ainda mais por causa dessa mudança no finalzinho. Quando entrei na novela não tinha grandes expectativas. Na sinopse tinha previsto um possível romance da Noriko com um garçom do sushibar do Niko e, quando acabou não rolando, eu relaxei. Estava tranquila e não esperava essa oportunidade. Sinto que, depois da mudança, quando a personagem ganhou mais destaque, as pessoas passaram a me abordar mais. O Carlito é muito popular", declara.

Novo clipe do Bonde da Stronda tem participação de MC Guimê

O Bonde da Stronda segue desenvolvendo novos trabalhos e agora, Diego Villanueva e Leo Schultz, contaram com o prestígio de MC Guimê na gravação do clipe da nova música "Na Atividade", que faz parte do álbum "O lado certo da vida certa" e também tem as participações de Dennis DJ e da apresentadora californiana, Natalie Nunn.
O clipe, produzido por Junior Marques e pela Galerão Records - produtora do empresário Dennis Dj -  será lançado oficialmente pelo canal Multishow, no entanto, os meninos permanecem fazendo um sucesso arrebatador nas redes socias.
"Começamos garotos. Eu com 16, e o Leo com 14. Fazíamos nossos clipes em casa e colocavamos na internet, somente para mostrar para os amigos. Não imaginávamos, naquela época, que atingiríamos o publico que temos hoje", lembrou Diego.
"Todo o trabalho ainda é apresentado ao nosso público pela tela do computador. Foi nela que conseguimos conquistar nossos fãs, que hoje estão em diversos estados do país", completou Leo.
O Bonde da Stronda tem mais de mil páginas dedicadas à dupla, uma delas com mais de dois milhões de seguidores de toda parte do Brasil.
Confira uma prévia do novo trabalho:





Um "rolezinho" pela história de dois MC's

Vídeo retrata a vida de uma dupla que vive entre a realidade do trabalho e o sonho da ostentação

por Joseh Silva — publicado 17/01/2014 14:19, última modificação 17/01/2014 17:49

A primeira impressão que as pessoas expõem em um debate sobre funk é que os MC's são semi-analfabetos e só escrevem sobre temas chulos. Quem enxerga com a visão estereotipada imagina que os Mc's de funk só cantam “proibidão” ou “ostentação”. Não fazem ideia do talento que esses jovens têm para escrever letras sobre problemas sociais, desigualdade, amor, amizade e o universo da periferia.
Os Mc's  Spyke e Preto sabem bem como fazer isso. Em suas músicas, a dupla fala sobre seu dia a dia, a vida de artista conciliada com a de trabalhador, do cotidiano da comunidade e do amor pela família. Algo parecido com o que os Mc's Cidinho e Doca relatam em suas letras. A mais conhecida é o Rap da felicidade ("Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci..."), um dos funks mais ouvido e respeitado por diversos estilos.
Em um vídeo produzido por um coletivo independente de audiovisual, os Mc's de funk da zona sul de São Paulo discorrem sobre uma realidade que está longe da ostentação, estilo que  há anos lidera a lista de vídeos mais acessados nas redes sociais e são comentados em reportagens, programas de rádio e em baladas frequentadas por pessoas de classe média .
Este vídeo mostra como é a vida de jovens que têm o sonho de serem  reconhecidos pela seu trabalho na  música.
Assista:


Haddad quer ouvir jovens que participam de 'rolezinhos' em shoppings de São Paulo

Prefeito de São Paulo não condena ação e afirma que os jovens necessitam de mais espaços públicos para usufruir e se manifestar


São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), declarou nesta segunda-feira (13) que é preciso dar uma atenção especial aos chamados “rolezinhos” e que está em contato direto com as secretarias de Cultura e Igualdade Racial. O prefeito também disse que é necessário criar mais espaços públicos aos jovens, para que estes possam “usufruir a cidade”.
“Estamos em contato permanente com a juventude, sobretudo a Secretaria de Cultura e da Igualdade Racial. Essa questão do ‘rolezinho’ surpreendeu a iniciativa, assim como a liminar concedida. Eu pedi para as duas secretarias que dialoguem com esses setores para compreender melhor o propósito da coisa para que a gente possa avançar”, disse Haddad.
O prefeito ainda declarou que a questão do “rolezinho” coloca uma discussão necessária a ser feita com a cidade e que a prefeitura já está pensando em algumas iniciativas.
“Não é o caso de falar para a prefeitura: ‘cuida dessas pessoas que o problema é seu’. É a cidade que tem que ser discutida. Temos que abrir espaços públicos para que as pessoas possam usufruir da cidade. Pedimos, por exemplo, para colocar iluminação pública nos CDCs (Clubes da Comunidade). Assim você cria arenas que atraem o público jovem que quer se manifestar. Essas providências estão sendo tomadas”, disse Haddad.
Sobre a liminar judicial concedida ao shopping JK e que proibia a entrada de jovens desacompanhados no centro de compras, o prefeito de São Paulo declarou que “não tem nada a ver com o fato de as pessoas realizarem manifestações”. “O cumprimento da decisão judicial não tem nada a ver com a prefeitura. O Estado que tem esse dever”, declarou.
No último fim de semana, dois shoppings foram palcos dos “rolezinhos”: o de Itaquera, onde houve forte repressão policial com balas de borracha e bombas de gás; e no JK Iguatemi, onde uma liminar proibiu a realização do “rolezinho”, a entrada de jovens desacompanhados e uma multa de R$ 10 mil caso o evento fosse realizado.

1. Encontro da Juventude de Terreiro - Regional Campinas

  • Jovens de 15 a 29 anos - Esperamos vocês para um final de Semana de troca de Saberes sobre a importancia de nossas Religiões de Matrizes Africanas
    24 - 25 e 26 de Janeiro

Rolezinho Para Doar Sangue


 Rafael Oliveira Paixão ( face https://www.facebook.com/rafael.oliveirapaixao ) esta organizando um R

Rolezinho muito importante para doação de sangue no dia  1 de fevereiro de 2014  Sabado

Pessoal vamos prova que não samos apenas vandalos que só pensam em bagunça vamos doar sangue, No hospital mais proximo




Funkeiro passa aniversário em luto após encontrar irmão MC morto em casa

MC Codorna foi encontrado por MC Galo na quarta-feira. Causa da morte ainda não foi revelada


O funk teve outra perda na noite desta quarta-feira (15). MC Codorna foi encontrado morto em casa pelo irmão, o também funkeiro MC Galo SP.
Os fãs já se mobilizam nas redes sociais. Codorna era conhecido por ser um funkeiro romãntico e tem a música Bela Menina entre as favoritas dos fãs.
Segundo Sergio Jaques, empresário de Galo, o corpo passa por autópsia para descobrir a causa da morte e deve ser liberado por volta do meio-dia.
—Até onde a gente sabe, ele era um menino tranquilo, não usava drogas e só sabemos que ele tinha gastrite. Nada de mais grave. Vamos esperar o resultado da autópsia para saber o que aconteceu. Ainda não temos ideia.
O empresário também conta que Cordona estava sozinho em casa, já que a mãe estava viajando. Galo chegou por volta das 19h e se deparou com o irmão já desacordado.
Galo, que faz aniversário nesta quinta-feira (16), passa uma data triste com a perda do irmão mais novo e desabafou no Facebook durante a madrugada. 
— Se foi dormindo que nem um anjinho. Eu pedi presentes, não pro meu irmão viajar pra outro lugar. A gente ia cantar no mundo todo. Nosso plano não era ficar rico e sim alcançar os corações em primeiro lugar. Luto até eu te reencontrar. Você foi o MC mais romântico que eu conheci na vida. Um dia vão saber das suas poesias em forma de letras de música. Eu te amo, Cordorninha.
Assim que ficou sabendo da morte de MC Cordona, MC Duduzinho se solidarizou com o irmão do funkeiro.
— Fiquei sabendo que meu parceiro, MC Codorna de São Paulo, faleceu. Tô abismado, cara... Moleque, tinha um futuro brilhante. E o f* é que eu nem sei o que realmente aconteceu! Força aí, irmão MC Galo.

Rolezinhos ganham status político e recebem adesão de black blocs

Páginas de mascarados convocam integrantes para eventos em São Paulo, Rio e DF
Pouco mais de um mês depois de 10 mil jovens entrarem no Shopping Itaquera entoando refrões  e funk, os rolezinhos ganharam status político 
e, agora, recebem a adesão dos black blocs (grupos que protestam de forma violenta).
Evento marcado para o Shopping JK Iguatemi no próximo sábado tem sido divulgado em páginas do Facebook ligadas aos mascarados. Mais de 4 mil pessoas confirmaram presença pela rede social.
Um adepto dos black blocs ouvido pela reportagem confirmou que a participação no encontro tem sido discutida:
— Eu, particularmente, não irei. Mas conhecidos meus devem participar. A ideia não é atacar, mas proteger a população da PM. Em Itaquera, vimos o que aconteceu.
No último domingo, rolezinho no Shopping Itaquera terminou em confusão. Na rampa que dá acesso ao centro de compras, a Polícia Militar usou bombas e balas de borracha. Na região, houve também registro de furto.
As páginas ligadas aos black bocs ainda replicaram convocações para rolezinhos em shoppings do Rio de Janeiro, com 8 mil confirmados, e no Distrito Federal, com 2 mil confirmados.
Músico convocou evento
Um das convocações para o rolezionho no JK Iguatemi divulgadas pelas páginas black blocs foi feita pelo músico Daltson Takeuti, de 55 anos.
Ele diz que nunca participou de eventos do tipo. Ao saber que, na semana passada, o centro de compras restringiu a entrada de jovens, resolveu protestar. Mas se surpreendeu com a repercussão de seu post.
— Eu só convidei os meus amigos e muita gente começou a entrar. Aí virilizou, né? Eu não conheço quase ninguém que está lá (com presença confirmada).
Takeuti diz que é difícil dizer se o evento terá sucesso:
— O shopping quer criminalizar, por meio da Justiça. Na semana passada, não permitiram que as pessoas entrassem. Agora, além da minha convocação, tem a de um grupo da Uniafro. Esse evento está maior que o meu.
Politização
Para o sociólogo Lúcio Flávio de Almeida, da PUC-SP, depois de começarem de forma espontânea, os rolezinhos têm se transformados em eventos políticos:
— Isso não significa que todas as jovens que participam desses eventos são, conscientemente, politizados. O movimento nasceu de forma espontânea, mas sofreu resistência.  E essa resistência fez com as parcelas mais politizadas do mesmo extrato social dos jovens - como os sem-teto, por exemplo - passassem a politizar os rolezinhos.
Na quinta-feira, integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhodores Sem-Teto) e do movimento Periferia Ativa fizeram em São Paulo o que chamaram de “rolezão contra a discriminação”. A manifestação, porém, não chegou a entrar nos centros comerciais, que fecharam as portas antes.


Jussara Basso, de 38 anos, coordenadora do MTST, diz que os sem-teto não se apropriaram dos rolezinhos. Segundo ela, o movimento decidiu agir após seus próprios integrantes serem barrados.
— Nós nos sensibilizamos porque (o barrados) são jovens filhos de pessoas que atuam no movimento ou mesmo jovens que atuam no movimento. Estamos lutando contra o preconceito social e racial. O critério (para impedir a entrada em centros de compras) foi justamente a cor da pele e a aparência humilde.
Funk
Os rolezinhos chamaram a atenção pela primeira vez em 7 de dezembro. Na época, jovens que gostam de funk marcaram um encontro no estacionamento do Shopping Itaquera.
No final da tarde, o grupo, de cerca de 10 mil pessoas, entrou no centro de compras. A Polícia Militar foi chamada, houve confusão e relatos de furtos.
Na época, os jovens afirmavam que o evento havia sido convocado por causa da impossibilidade de haver bailes funks nas ruas do bairro.
Shopping fala em medidas preventivas
Questionado sobre que medidas pretendia tomar a respeito da convocação e qual seu posicionamento a respeito das acusações de descriminação, o Shopping JK Iguatemi respondeu em nota:  
— O Shopping Center JK Iguatemi esclarece que serão tomadas todas as medidas preventivas para garantir a segurança e a tranquilidade de todos nossos clientes, lojistas e colaboradores.  

Vozes da periferia definem o que é rolezinho

Populares e polêmicos devido aos recentes conflitos em shoppings de São Paulo, os rolezinhos recebem diferentes definições de especialistas, acadêmicos e militantes. Mas os encontros organizados pelos jovens ganham novas interpretações quando se conversa com os protagonistas dessa história, os integrantes de comunidades da periferia.
O Morador do Jardim Castro Alves em São Paulo, identificado apenas como Lucas, aos 14 anos, planeja a segunda edição de um rolezinho no Sesc Interlagos em São Paulo. O estudante já participou de outros três encontros: “É como se fosse uma festa, mas em lugar público. Várias pessoas que se conhecem estão lá e se divertem”, conta.
O evento puxado pelo garoto em uma rede social não será em um shopping, mesmo assim o jovem acha difícil realizar encontros em lugares abertos.“Na praça, por exemplo, é ruim porque a polícia embaça [atrapalha]. Como o estilo da música é o funk, eles pensam que a gente vai ali para roubar”, reclama. Ele, que também critica aqueles que aparecem nos rolezinhos para roubar e "queimar o filme" dos outros.
Papel do funk
Independente do cenário, o funk é a trilha sonora que predomina o mundo desses jovens. “A maioria das pessoas que vão ao rolezinho gostam de funk”, relata Lucas. Essa é a mesma opinião do músico Mano Teko, de 30 anos, presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk). Para Teko, o fenômeno dos rolezinhos é uma resposta imediata à proibição do gênero musical em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em outras cidades.
Para o funkeiro de Irajá, zona norte do Rio, os rolezinhos são formas “que essa molecada encontrou para se organizar, do seu jeito, contra tantas criminalizações, perseguições sofridas, para simplesmente curtir”, completa.
O músico faz questão de dizer que os rolezinhos nasceram como espaço de curtição e foram condenados pelos próprios militantes e artistas da cultura negra até acontecerem os casos de opressão. “Bem antes do rolezinho nos Shoppings, o Funk Ostentação já tinha se consolidado como mais uma linguagem do Funk. E seja qual for essa linguagem, Putaria, Proibidão, Consciente, Ostentação, entre outras, ela é pedagógica”.
Sobre a atuação dos músicos, o presidente da Apafunk acredita que todos deveriam se posicionar de alguma forma, principalmente devido ao racismo. “Nossa história não é contada nas escolas e muito menos a criminalização nos espaços negros de cultura. De qualquer forma, não se inventa músico combatente. Ou ele é, ou é mais um entre tantos contadores de anedotas. E disso já estamos cheios.”
Ocupação dos espaços
Diferente da ideia inicial de se divertir, grupos sociais começaram a ver no rolezinho uma forma nova de se manifestar. “O rolezinho é um ato político mas, ao mesmo tempo, ele é bem diferente do que rolou nas manifestações de junho. O rolezinho não tem cartaz, por exemplo”, afirma Ana Paula Lisboa, de 25 anos, do Coletivo Palafita Comunicação e Artes, que coordena uma agência de redes para juventudes no Complexo da Maré no Rio de Janeiro.
A ativista entende que as redes sociais passaram a agregar mais pessoas para “uma disputa dos espaços públicos ou privados por pessoas que não atendiam certos perfis (brancos, bem vestidos...)”. Para Ana, os shoppings mais elitizados do Rio são planejados para evitar que a periferia os visite.”Tem shopping que não tem MacDonald´s. Você vai ao shopping pra ter uma 'experiência de compra' e as lojas são muito bem pensadas nesse sentido [de segregar]". Para protestar contra essa separação, o coletivo Palafitas organiza um rolezinho para o dia 2 de fevereiro no Shopping Rio do Rio.
No caso da escolha dos shoppings em vez de outros espaços, ela considera que as ruas já são de todos, por isso já são espaços mais democráticos. “Os mais pobres estão realmente tendo mais acesso, mas nem por isso estão sendo mais bem tratados”. Para exemplificar, Ana lembra do constrangimento que um amigo artista teve ao levar crianças negras da Cidade de Deus para assistir um filme e dar “rolezinhos “ no Fashion Mall. “As pessoas de lá  ficavam horrorizadas, olhando de lado, os seguranças nervosos”, enfatiza.
Já na opinião de Lucas, a opção pelos shoppings atende a uma outra motivação simples: “é porque lá vai mais pessoas e a localização é mais fácil para as pessoas da zona sul, leste e norte".
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Sucessos do funk de São Paulo citam 'rolês' e compras em shoppings; ouça

Antes da polêmica de 'rolezinhos' Daleste e mais MCs exaltaram os centros.
Local simboliza bem estar; funks relatam tratamento melhor a cliente rico.


Antes da polêmica sobre os "rolezinhos" -encontros em shoppings marcados por jovens na internet que se popularizaram no final de 2013 - diversos sucessos do funk de São Paulo citaram passeios e compras nestes locais de consumo. As letras de algumas destas músicas que exaltam shoppings têm milhões de visualizações no YouTube.
Os MCs Boy do Charmes, Rodolfinho e o falecido Daleste estão entre os nomes conhecidos do estilo paulista que citaram sobre shoppings em suas letras. Eles são astros do funk ostentação, variação paulista com letras que falam de artigos de luxo.
Nos "rolezinhos" que acontecem desde o final do ano passado, funks de ostentação costumam ser cantados pelos jovens que fizeram os encontros. Há participantes que são MCs amadores, mas não há relato de presença ou participação dos cantores mais famosos do estilo nestes eventos. No entanto, os sucessos cantados pelos ídolos mostram como os jovens veem os shoppings.
Nos versos, o local simboliza bem estar. Em alguns casos, como em "Nós na nave", o MC Boy do Charmes, a ida regular ao shopping marca a virada da pobreza para uma vida rica. Outros, como Rodolfinho e MC Kauan, relatam um tratamento melhor dado em shoppings a quem aparenta ter dinheiro, como os próprios MCs.
Conheça funks de ostentação que citam shoppings, leia as letras e clique para ouvir:

A rainha Valesca Popozuda ou a poderosa Anitta: quem é a favorita do funk?

Valesca é tiro, porrada e bomba e Anitta é a meiga e abusada. Quem é você prefere? Vote!


Com o novo clipe Beijinho no Ombro, Valesca Popozuda até se vestiu de rainha para mostrar quem manda no funk. Em tempos de Anitta poderosa, fica difícil não pensar que os dançarinos, as coreografias e a letra da nova música de Valesca não sejam um recado para a nova musa do pancadão.
Com Show das Poderosas, Anitta chamou a atenção até dos gringos e virou notícia de publicação internacional
Mas, na sua opinião, quem é a melhor? Quem é a verdadeira diva do funk: Anitta ou Valesca Popozuda?

Clara sensualiza ao som de funk

Clara sensualiza ao som de funk O funk toma conta da pista do BBB14 fazendo todos os brothers dançaram até o chão na primeira festa da edição.
Quem mais se esbaldou foi Clara, que fez caras e bocas para os outros participantes.
A loura chegou até a dançar em cima de alguns dos brothers.
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Latino e Mc Sapão são as atrações do baile funk no Maori Beach Club

Latino e o Mc Sapão são as atrações principais da festa Suingue Balanço Funk, que invade o Maori Beach Club no sábado (18). A noite homenageia a cidade maravilhosa, seus ícones arquitetônicos e mistura de ritmos a cada edição. No ano passado, mais de 8 mil pessoas cantaram e dançaram ao som de Naldo e Buchecha.
A boate fica na RS-389, Km 29, em Atlântida. Os ingressos já estão sendo vendidos pelo aplicativo Paguemob, disponível na App Store e na Google Play. Para a reserva de camarotes, ligue: 51 9956.0712.

Fotos Do Niver Do Dj Well Novembro de 2013

Foi Muito  Bom Compartilhar Essa Data Com Vcs Meus Amigos 



Documentário Mc spyke & Mc preto no Dicampana

Segundo Programa da Série Dicampana com OS funkeiros da Zona Sul paulistana MC Spyke & MC Preto do Bonde do SakaFunk.
Montagem:. Renata Franco 
Pós-Produção e Correção de cor: Igor Morais.
Músicas:
Ideia Forte (MC Spyke & MC Preto)
Nota de 100, Nota de 50 (MC Spyke & MC Preto)
Tudo UO nada (MC Spyke & MC Preto)
Amor de Mãe (MC Spyke & MC Preto)
Quebra-cabeça (MC Spyke & MC Preto)
Celebridade (MC Spyke & MC Preto)
Medley MC Menor fazer Chapa








Mãe vai para baile funk com filha de 12 anos e deixa crianças sozinhas em casa

O cheiro de açúcar queimado fez com que vizinhos de uma casa no Jaçanã, zona norte de São Paulo, chamassem a Polícia Militar, por volta das 3h deste domingo (12). Ao chegar à residência, os policiais encontraram uma menina de quatro anos e um menino de cinco sozinhos, tentando fazer algo para comer.
As crianças foram levadas ao 73º Distrito Policial (Jaçanã). O delegado chamou a conselheira tutelar Maria Gorete Oliveira de Souza, que acompanhou a situação. Segundo ela, a mãe apareceu por volta das 11h, embriagada, junto com a filha de 12 anos. A conselheira diz que a menina estava junto com a mãe, em um baile funk.
O pai das crianças, um pedreiro, está preso há cerca de dez dias devido a uma briga familiar. A garota de 12 anos voltou da Bahia recentemente. Maria Gorete explica que já conhecia menina.
— Ela foi abusada pelo tio, irmão da mãe, quando tinha dez anos. Depois disso foi para a Bahia e não sei por que voltou agora. Nós já tínhamos acompanhado o caso dela,
O caso foi registrado como abandono de incapaz. Segundo Maria Gorete, a mãe ainda não foi ouvida. Os três filhos dela estão em um abrigo. A situação deles será definida pela Justiça.

Festival Arena Pop terá MC Koringa em Camboriú

Enquanto a intensa programação de shows em janeiro, no Litoral Norte, ainda se desenrola, ais festas e shows são anunciados para fevereiro. A mais nova atração é o Festival Arena Pop, programado para dia 14 de fevereiro no Maria's Shows e Eventos, em Camboriú, a partir das 22h. Estão confirmados para o festival o sertanejo Michel Teló, o grupo de pagode Pixote e o funk de MC Koringa.
Entre os hits que tocarão na noite estão Dança Sensual, Amiga da Minha Irmã, Fugidinha e Insegurança. Uma noite eclética para fazer dançar. Os ingressos já estão à venda no site ingressonacional com o valor de R$ 30.
O quê: Festival Arena Pop com Michel Teló, Grupo Pixote e MC KoringaQuando: 14 de fevereiro, a partir das 22hQuanto: R$ 30 em ingressonacional.com.brOnde: Maria's Shows e Eventos (Rua Rio Mamoré, 143, Rio Pequeno)Informações: 3056-7273

Letticia Linda


Foto : Wellington Santos 
Modelo : Letticia Almeida

Discriminação de "Rolezinho" em São Paulo vira causa de movimentos sociais

Incomodados com a multidão de jovens da periferia, a maioria negros, cantando refrões de funk ostentação nos corredores, as direções de shoppings de São Paulo entraram na Justiça para impedir os chamados "rolezinhos". Conseguiram liminares a seu favor, com base nas quais a polícia reprimiu fortemente as aglomerações, com uso de bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes.
No começo, os rolezinhos eram convocados por cantores de funk, em resposta a um projeto de lei que proibia bailes do estilo musical nas ruas da capital paulista. Agora, são promovidos por ativistas de movimentos sociais, como forma de protesto contra o preconceito e a segregação social.

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Os passeios romperam a fronteira paulistana. Em Porto Alegre, há dois eventos sendo convocados por meio Facebook: no Shopping Moinhos, no próximo domingo, e no Barra Shopping, em 1º de fevereiro.
— Estamos caminhando para uma consequência mais política do rolezinho, o direito a estar na cidade — comenta o antropólogo Alexandre Barbosa Pereira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para ele, a grande questão é que, se fossem jovens de classe média, não seria caso de polícia.
Um vídeo que vem sendo compartilhado nas redes sociais pelos apoiadores do rolezinho é citado como exemplo. Nas imagens, gravadas em 2011, bixos da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) tomam conta da praça de alimentação de um shopping, sem qualquer intervenção da polícia ou de seguranças privados.
"Rolezeiros" querem " pertencer a esse mundo"
No último sábado, a Polícia Militar deteve três pessoas no Shopping Metrô Itaquera. Os jovens teriam furtado objetos. Em eventos anteriores, no entanto, mesmo sem registro de roubos ou de quebra-quebra, dezenas de "rolezeiros" foram levados para a delegacia (confira na linha do tempo).
— A sociedade não está entendendo que não se trata de uma manifestação. Esses pequenos grupos são movimentos de ostentação. Eles estão tentando participar daquela realidade apresentada na TV, nos clipes musicais, e querem pertencer a esse mundo, que não é real para eles, mas eles querem participar — comenta o advogado André Zanardo, membro do coletivo Advogados Ativistas, que apoia causas populares.
Na opinião de Zanardo, diante da repercussão das medidas repressivas, o rolezinho se tornou uma "crítica anticapitalista". Esse é o tom da descrição dos eventos convocados para o fim de semana dentro e fora de São Paulo. Um deles sugere levar pão com mortadela para ser consumido na praça de alimentação do shopping e entrar nas lojas apenas para experimentar roupas. A convocatória diz ainda para "fazer tudo de maneira pacífica, sem querer causar tumulto, só a presença já incomoda bastante".

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LINHA DO TEMPO
Os rolezinhos
— Estes encontros nos shoppings de São Paulo começaram no final de 2013, reunindo centenas de jovens da periferia. Entre os primeiros rolezinhos, estavam atos organizados por cantores de funk em resposta à aprovação pela Câmara Municipal de São Paulo de um projeto de lei que proibia bailes do estilo musical nas ruas da capital paulista. A proposta foi vetada pelo prefeito Fernando Haddad no início de 2014.
— No início de dezembro, os comerciantes do Shopping Aricanduva, na Zona Leste, tiveram de baixar as suas portas durante um tumulto seguido de diversas tentativas de roubo às lojas durante o rolê, conforme o Sindilojas-SP.
— Em 7 de dezembro, cerca de 6 mil jovens haviam ocupado o estacionamento do Shopping Metrô Itaquera, que atrai gente de todas as regiões da cidade devido ao fácil acesso, e também foram reprimidos.
— Cantando refrões de funk ostentação, dezenas entraram no Shopping Internacional de Guarulhos, no dia 14 de dezembro. Ao todo, 23 foram levados à delegacia.
— No dia 22 último, no Shopping Interlagos, de classe média, os manifestantes foram revistados assim que chegaram ao local e um forte esquema policial foi montado.
— Um dia antes, a polícia foi chamada pela administração do Shopping Campo Limpo e não constatou nenhum tumulto, mas permaneceu no estacionamento para inibir e também entrou no shopping com armas de balas de borracha e bombas de gás.
— O shopping JK Iguatemi, — considerado um dos mais luxuosos da cidade — conseguiu no final da semana passada uma liminar na Justiça proibindo as manifestações, com previsão de multa de R$ 10 mil a quem fosse identificado causando tumulto. Outros quatro estabelecimentos também conseguiram liminar proibindo o ingresso de manifestantes.
— No último sábado, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral, além de balas de borracha contra um grupo de aproximadamente mil pessoas que se reuniram para um rolezinho no shopping Itaquera, na zona leste da cidade.